segunda-feira, 27 de outubro de 2003



a vida dura de um professor


Foto de P. Santos, ex-colega em Timor, agora passando, como se vê, um mau bocado em Cabo-Verde. A legenda é dele e os pés também devem ser. Coitado. Coragem, homem!

quinta-feira, 9 de outubro de 2003

----- Original Message -----
Sent: Tuesday, October 07, 2003 11:06 PM
Subject: [ajudar-timor] Timor Ministry of Foreign Affairs and Cooperation

Ministry of Foreign Affairs and Cooperation Timor-Leste

http://www.mfac.gov.tp/



English Version               http://www.mfac.gov.tp/index.html

Bahasa Version               http://www.mfac.gov.tp/indexb.html






Versão portuguesa? Não há. Em Tétum também não. Não há tempo, talvez.

quarta-feira, 1 de outubro de 2003

To: APLS
Sent: Wednesday, October 01, 2003 1:11 PM
Subject: Porque há coisas que valem a pena...

      DÊ ARROZ, JÁ!

donate RICE, NOW!

fO fO'OS AGORA!

 

 

Porque a seu lado há quem não tenha nada para comer, não pudemos ficar indiferentes, daí este abraço em forma de arroz!

 

A ajuda internacional não consegue chegar a todos os que precisam de apoio.

Cá dentro, em Timor-Leste, também temos de  demonstrar a nossa solidariedade para com os que estão mais desprotegidos, com fome e a sofrer.

Vamos juntar quilo a quilo toneladas de arroz, só arroz, para dar a quem mais precisa.

 

A conta solidariedade, aberta na Caixa Geral de Depósitos - BNU Timor, com o n.º  1987240  irá recolher fundos para a compra de mais arroz.

 

Os principais Supermercados de Díli - identificados pela Campanha - recolherão à porta os seus donativos em género (sacos de arroz).

 

 

O arroz irá para o distrito de Suai, ilha de Ataúro e enclave do Oecussi, distribuído directamente às famílias mais necessitadas, das localidades mais debilitadas, pelo Batalhão Português - PORBATT.

 

Vamos mostrar a nossa solidariedade!

 

Esta é uma Campanha organizada pelas  representações da RDP e da Câmara Municipal de Lisboa, em Timor-Leste, com o apoio do PORBATT e do Instituto Camões - Centro Cultural Português, em Díli.

 

 

 

 

De 1 a 30 de Outubro, 30 dias de solidariedade nacional!

 

 

 

 

ofereça arroz, não hesite!

 

 

 

contactos:         RDP                                       Câmara Municipal de Lisboa

                          António Veladas - 7247484                  Maria Amado - 7235012

-



segunda-feira, 22 de setembro de 2003

----- Original Message -----
Sent: Monday, September 22, 2003 2:35 PM
Subject: Participar


Navegador Brasileiro waltercaetanocosta@yahoo.com.br Logo

 

 


Bom dia Amigos das Comunidades

 

 

Participem do programa conhecer sobre a África.

 

Walter

 

Espaços, Fronteiras e Memórias em África

Colóquio


Dias 23 e 24 de Outubro de 2003

FISSUL - Silves

PROGRAMA


Dia 23 de Outubro

  • Muçulmanos, Portugueses - Espaços de colaboração e conflitualidade no sudeste africano

      Prof. Doutor José Capela (Centro de Estudos Africanos - Faculdade de Letras - Universidade do Porto)

  • Portugal, o Islão e a África: Fronteiras da Memória

      Prof. Doutor Abdoolkarim Vakil (King's College - Londres)

  • O Islamismo em Moçambique: Roteiro Histórico

      Prof. Doutor Eduardo da Conceição Medeiros (CIDEHUS - Universidade de Évora)

  • A Administração Portuguesa e o Islão, em Moçambique e na Guiné, nos anos 1960 e 1970: comportamentos comparados

      Prof. Doutor Fernando Amaro Monteiro (Universidade Independente)

  • A concorrência entre a missionação sufi e a evangelização cristã no Índico entre Moçambique e a Índia

      Prof. Doutor Ivo Carneiro de Sousa (CEPESA - Sociedade de Geografia de Lisboa)

    Moderador: Dr. Adalberto Alves (CELAS)

  • From: Paulo P. Carvalho
    Sent: Thursday, July 24, 2003 5:45 PM
    To: All Timor Telecom
    Subject: FW: NOVO PLANO DE NUMERAÇÃO DA REDE FIXA EM TIMOR-LESTE

    NOVO PLANO DE NUMERAÇÃO DA REDE FIXA EM TIMOR-LESTE



    Como resultado do investimento que a TT tem vindo a fazer na Rede de Telecomunicações de Timor Leste, vai ser possível racionalizar e uniformizar o plano de numeração nacional a 7 digitos, conforme já acontece com o serviço móvel, 72 X XXXX e com a Internet, 900 XX XX



    Também a numeração da rede fixa vai passar a ter só 7 digitos, Y XXX XXX , onde o Y é = 2 , 3 ou 4



    Os numeros de Rede fixa que actualmente, são :

    (390) 3X XXXX

    ou

    (390) 333 XXXX



    por forma a cumprirem as novas regras, dia 28 de Setembro de 2003 às 0h serão alterados da seguinte forma:

    33X XXXX (sai o 390 e acresce um digito 3 à cabeça)

    ou

    333 XXXX (sai o 390, mantendo-se o restante numero da mesma forma)





    Exemplo (390) 32 1222 -/- 332 1222:



    Hoje, o seu numero é o (390) 32 1222

    Dia 28 de Setembro a partir das 0h passará a ser 332 1222



    Com o seu numero de hoje (390) 32 1222:



    1- Quem liga da rede fixa marca:

    32 1222



    2- Quem liga de Moveis marca:

    390 32 1222



    3- Quem liga do Internacional, marca

    + 670 390 32 1222



    Dia 28 de Setembro a partir das 0h passará a ser, sempre, 332 1222



    1- Quem ligar da rede fixa marcará:

    332 1222



    2- Quem ligar de Moveis marcará:

    332 1222



    3- Quem ligar do Internacional, marcará:

    + 670 332 1222





    Esta informação vai começar já a ser divulgada aos clientes por contacto directo, e junto com as 3 próximas facturas (Jul; Ago; Set), bem como na imprensa e rádio de 25 a 30 de Setembro





    Paulo de Paula Carvalho

    Timor Telecom

    C C O

    Mobile.: +670 723 0 723

    Telephone: +670 390 322 246

    Fax: +670 390 322 245

    paulo.carvalho@timortelecom.tp

    From: "Acção Humanista - cooperação e desenvolvimento" <apoiohumano@mail.telepac.pt>
    To: <joao.graca@netcabo.pt>
    Sent: Wednesday, September 17, 2003 6:35 AM
    Subject: Construir uma nova realidade


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    Campanha de Apoio a Moçambique
    ==============================
    A associação Acção Humanista - Cooperação e Desenvolvimento (AHCD) está a levar a cabo uma campanha de apoio a Moçambique visando essencialmente a recolha de:
    - material escolar (cadernos, lápis, esferográficas, borrachas, aguças, marcadores, etc...)
    - verbas para aquisição de redes mosquiteiras (prevenção da malária), preservativos e construção de escolas
    - material informático
    - material de limpeza (enxadas, pás, vassouras)

    O objectivo desta iniciativa é alargar e acelerar o processo de desenvolvimento nas áreas da saúde, educação e qualidade de vida, que membros do Movimento Humanista moçambicanos estão a desenvolver no seu país. Este projecto de apoio humano a Moçambique iniciou-se em Fevereiro de 2001 quando uma equipa de humanistas de 3 países (Espanha, Portugal e Estados Unidos) entrou em contacto com um grupo de jovens no bairro da Mafalala (Maputo), propondo o desenvolvimento de estruturas de inspiração humanista, organizando-se e responsabilizando-se por melhorar as condições de vida nas suas comunidades.

    Hoje já há escolas de alfabetização (de adultos e crianças) em quase todos os bairros de Maputo, e ainda em Xai-Xai e na Beira, onde estudam mais de 2700 alunos. Na área da qualidade de vida, já existem 10 cooperativas de produção (tijolos, criação de frangos, etc...) e de serviços (informática, sala de cinema, etc...). Na área da saúde organizaram-se campanhas de limpeza dos bairros, seminários sobre as doenças mais preocupantes (sida, malária, cólera, subnutrição, etc...), bem como a distribuição de preservativos.

    ==============================
    Como ajudar nesta campanha ...
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    - Divulgando a recolha
    - Organizando o seu meio imediato (familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e estudo) para fazer essa recolha em: escolas, papelarias, na vizinhança, no local de trabalho, etc.
    - Facilitando o contacto com empresas
    - Informando a imprensa
    - Ajudando a encontrar um local para armazenagem e transporte de material até inícios de Outubro
    - Inscrevendo-se como sócio(a) da AHCD e ajudando a inscrever outros.

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    20 de Setembro no Porto
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    No próximo Sábado, dia 20 terá lugar um acto público onde se fará a recolha de material escolar e de fundos para aquisição de redes mosquiteiras. Este acto irá decorrer na R. Sampaio Bruno (junto à antiga Brasileira) entre as 16 e as 19h30.


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    A construção desta nova realidade está só no começo, é importante a ajuda de todos na organização de diversas actividades para acelerarmos o processo que se pôs em marcha em Moçambique. E pode ser que este trabalho nos ajude, também aqui, na nossa cidade e no nosso país, a encontrar soluções para os nossos problemas e dificuldades. Que a ajuda a outros nos possa inspirar a construir aqui também uma nova realidade!


    Outras informações em ... http://www.movimentohumanista.com/ahcd ou http://www.ahcd.web.pt/ ou através de e-mail: humanista@mail.telepac.pt

    domingo, 31 de agosto de 2003


    jornal Público


    O Funeral de Maggiolo Gouveia e a "Ética" de Paulo Portas
    Por VASCO LOURENÇO
    Domingo, 31 de Agosto de 2003; Jornal Publico

    A exploração feita por Paulo Portas à volta do funeral de Maggiolo Gouveia trouxe-me à memória uma conversa com Melo Antunes, poucos dias antes do 25 de Abril de 1974, ocorrida em Ponta Delgada. Falávamos sobre a enorme aventura em que estávamos prestes a embarcar e foi com espanto que o ouvi afirmar: "Como tu, estou convencido que vamos vencer. Mas o pior virá depois. Como não tomaremos as medidas necessárias, para defender o nosso projecto, acabaremos por permitir aos fascistas o seu regresso e a sua recuperação."

    "Não percebo", retorqui surpreendido, "se pensas que vai ser assim, porque não tomamos as medidas que consideramos necessárias?"

    "O problema é que nós não conseguimos tomar certas medidas. Os valores em que acreditamos e defendemos não nos permitem isso. Os nossos adversários, que não têm valores éticos e morais, é que não hesitam em assumir quaisquer atitudes, desde que isso lhes sirva para os objectivos que pretendem atingir. Para eles, os fins justificam quaisquer meios", respondeu-me Melo Antunes, admirado com o meu espanto. Concordou de seguida comigo, quando afirmei: "Bem, no mínimo, temos que lhes dificultar a vida."

    Lembrei-me agora desta autêntica lição política que recebi do Melo Antunes, porque se verificou o que ele então vaticinou: só conceitos éticos e morais muito distorcidos, só a defesa e a prática de que tudo é permitido, desde que os nossos objectivos se concretizem, poderiam levar o ministro Paulo Portas a agir como agiu.

    Esta atitude de Paulo Portas veio pôr em causa todo um processo de pacificação, todo um processo de conciliação que se vem desenvolvendo há alguns anos.

    A democracia não se instalou em Portugal por decreto. Depois do 25 de Abril, houve todo um processo de implantação da democracia, processo intenso e convulso que teve de ultrapassar vários e difíceis obstáculos.

    Até que a aprovação da Constituição fosse um facto, até que as colónias conquistassem a sua independência, várias foram as tentativas golpistas de grupos minoritários que procuraram impor as suas posições e inviabilizar o cumprimento do Programa do MFA.

    Lembremos apenas as principais: o 28 de Setembro 1974, o 11 de Março de 1975, o 25 de Novembro de 1975 (todas no continente, pois nas ilhas não se passou das ameaças...); o 7 de Setembro de 1974, em Moçambique, e a tentativa frustrada em Angola, porque detectada e desmantelada a tempo, ambas ligadas ao 28 de Setembro; a acção da UDT em Timor em Novembro de 1975, que deu origem à guerra civil e provocaria a invasão e a ocupação desse território pela Indonésia.

    A todas essas tentativas o poder de então, onde participava o MFA, teve capacidade para se lhes opor, com excepção de uma delas, precisamente a de Timor.

    Aí, o governador considerou não ter condições para se intrometer no meio das facções que se envolveram na guerra civil, não interveio e teve que retirar do território, quando se consumou a invasão da Indonésia, chamada por quem deflagrara as hostilidades e com a cobertura dos EUA e da Austrália.

    Só passados mais de 26 anos e após um holocausto de mais de 200.000 timorenses, estes conseguiram a sua independência, E, como a História veio provar, os que iniciaram a guerra civil não representavam a maioria do povo maubere...

    Todo esse processo foi complicado, sendo no entanto indiscutível que os militares agiram, de uma forma geral, conforme as suas consciências, defendendo de forma honesta os valores em que acreditavam. Certos ou errados (todos cometemos erros), procurando servir Portugal e os portugueses e não almejando benefícios pessoais.

    Por tudo isso, tem sido possível assistirmos a uma autêntica pacificação, obtida através de amnistias e outras decisões do mesmo tipo. Sempre mais fácil de conseguir e praticar em relação aos que optaram por posições mais conservadoras e até anti-25 de Abril do que em relação aos que assumiram atitudes mais progressistas e revolucionárias. Basta ter presente que o processo de pacificação em relação a estes ainda está em curso e vem atravessando algumas dificuldades incompreensíveis...

    É por isto que não compreendo como foi possível pôr tudo em causa na maneira como foi subvertido o funeral do tenente-coronel Maggiolo Gouveia!

    Os heróis, para Paulo Portas, são os que conjugaram o verbo ficar? Então, todos os outros, os que aceitaram os acordos que levaram ao reconhecimento das independências são traidores?

    Os heróis, para Paulo Portas, são os que optaram por um dos partidos que se confrontavam nas diversas colónias, alguns formados à pressa pelos ainda colonizadores? Então, os que optaram por se manter neutros, leais ao poder em Portugal, são traidores?

    É lícito, portanto, concluir que Paulo Portas não faria algo diferente de Salazar, quando exigiu aos militares na Índia que apenas poderiam regressar mortos... ou de Marcelo Caetano, que recusou liminarmente qualquer hipótese de solução política para as colónias.

    Não conheci pessoalmente Maggiolo Gouveia. Recordo-me de sempre ter ouvido sobre ele opiniões favoráveis, quanto às suas qualidades profissionais e humanas. Por isso, me custa mais ainda verificar como foi destruída a vontade da família, que certamente preferiria encontrar a paz de espírito com o regresso e o funeral dos seus restos mortais. Paz que foi fortemente prejudicada pela polémica que Paulo Portas provocou, quando fez sair um comunicado, com afirmações inaceitáveis, e com a transformação das devidas honras militares em honras de Estado inexplicáveis e incompreensíveis - que vieram pôr em causa não só os militares que não imitaram Maggiolo Gouveia (como é irónico ver fazer acusações de pró-comunistas a pessoas como Lemos Pires ou Martins Barrento!...) e criaram fortes problemas nas relações entre Portugal e Timor, nomeadamente com os principais governantes do mais jovem país independente do mundo (que, num gesto de conciliação, colaboraram com a recuperação dos restos mortais de Maggiolo Gouveia).

    Acredito que, quando Maggiolo Gouveia decidiu armar a UDT para a tentativa de conquista do poder, terá agido de acordo com o que considerava ser melhor para Portugal, para Timor e para os timorenses. Corajosamente, decidiu-se a avançar para o que considerava correcto e pensava poder sair vitorioso. Rapidamente, a evolução da situação lhe mostraria como estava errado. Desde
    logo, a maioria dos timorenses, integrados na Fretilin, lhe faria ver que a UDT estava em minoria em Timor. Depois, já com ele feito prisioneiro, seria a própria UDT uma das forças a apelar à invasão de Timor pela Indonésia. E aí começaria uma ocupação violenta, que só terminaria depois de mais de 200.000 mortos.

    A distância entre a concepção de herói e traidor é, por vezes, bastante ténue. A Maggiolo Gouveia prefiro vê-lo como mais uma das vítimas do processo de descolonização/independência de Timor. Ainda que bastante responsável...

    Por isso, gostaria de o ter visto reintegrado, regressado ao seu país e sepultado em paz...

    Lamento profundamente tudo o que se passou e preferia não tomar posição pública. No entanto, não posso deixar de intervir, procurando evitar deturpações da História. Ou ataques, mais ou menos abertos, mais ou menos encapotados, ao 25 de Abril.

    Salgueiro Maia dizia, com sarcasmo, que nós somos os implicados no 25 de Abril. Com o andamento dos tempos, alguns gostariam de nos julgar pelo nosso acto libertador. Por nós, militares de Abril, apesar de tudo, continuamos a considerar que valeu a pena. E disso nos orgulhamos.

    E por isso, quando estamos prestes a evocar os 30 anos do fim da ditadura e do arranque para a democracia, afirmamos bem alto não reconhecer nem ao cidadão Paulo Portas, nem ao ministro de Estado e da Defesa Nacional qualquer legitimidade para os ataques inqualificáveis que acaba de fazer ao 25 de Abril e aos militares que o protagonizaram.